
Nas últimas semanas, a Amazônia foi um dos temas mais comentados no Brasil e no mundo por causa das recentes queimadas e do “dia que virou noite em São Paulo”. Em meio a muitas informações divulgadas, contudo, algumas delas são falsas e distorcem o real significado deste importante bioma.
Uma dessas informações, afirma que a Amazônia é o pulmão do mundo. Segundo os cientistas, uma afirmação errônea. Isso porque a vegetação, que cresce por meio da fotossíntese, captura gás carbônico da atmosfera e libera oxigênio, ao contrário do pulmão que transforma oxigênio em gás carbônico.
A maior parte do oxigênio que respiramos vem do fitoplâncton, algas microscópicas que produzem oxigênio nos oceanos. A soma do oxigênio produzido pela fotossíntese de toda a população de algas dos mares é maior do que o produzido pelas florestas.
Esse mesmo processo de fotossíntese que ocorre na Amazônia, também acontece com as algas marinhas. O oxigênio produzido por elas passa para o ar porque, quando há muito gás na água, ele extravasa para a atmosfera.
Os cientistas também explicam que florestas como a Amazônia são ambientes em clímax ecológico. Isso significa que as árvores consomem praticamente todo o oxigênio que produzem. Por isso, o correto é dizer que o grande pulmão do mundo são os oceanos e não a Amazônia.
Produção de oxigênio no mundo
Pouco mais da metade do oxigênio produzido no mundo é gerado por algas marinhas (54,7%). Os outros mais de 45% estão distribuídos da seguinte forma:
Algas marinhas – 54,7%
Bosques e florestas – 24,9%
Estepes, campos e pastos – 9,1%
Áreas cultivadas – 8,0%
Algas de água doce – 0,3%
Agora que você já sabe que o pulmão do mundo não é a Amazônia, é importante ressaltar que isso não significa que o desmatamento na região amazônica não impacta o clima do planeta. Ao contrário: árvores derrubadas se decompõem, liberam gás carbônico e agravam, ainda mais, o problema do aquecimento global.
Além de produzir sua própria chuva, a Amazônia influencia o regime pluviométrico de toda a América do Sul. De acordo com os cientistas, uma grande quantidade de partículas de origem biológica – de pedaços de plantas a fungos e moléculas orgânicas – é lançada na atmosfera. Levadas pelo vento, essas partículas se condensam esse transformam em nuvens de chuva. É por isso que as chuvas são tão abundantes na Floresta Amazônica.
Fiz uma matéria sobre algumas formas de ajudar a Amazônia no dia 05/09 (Dia da Amazônia), na minha coluna aqui no portal. Vai lá, da uma olhadinha e, se gostar, compartilha com os amigos!
