Setembro Amarelo – Mês de Prevenção ao Suicídio

Fui vítima de depressão leve

Fui vítima da depressão… leve. Sorte a minha. 

“A depressão é um problema de saúde muito comum: de acordo com relatório global lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em dez anos os casos aumentaram mais de 18%, num índice que supera 320 milhões de pessoas diagnosticadas.”

“Nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. O dado, da Organização Mundial da Saúde (OMS), indica que a prevenção é fundamental para reverter essa situação, garantindo ajuda e atenção adequadas.”

Você sabia que existem categorias que classificam a depressão? Eu não sabia. Conversando com minha terapeuta, lendo sobre o assunto, aprendi que um episódio depressivo pode ser classificado em: leve, moderado e ou grave.

O que define a fase, duração e ou grau é a intensidade dos sintomas apresentados, após diagnóstico médico. Cada caso um caso, cada pessoa tem uma intensidade no sentir a SUA DOR. Não queira nunca medir a dor do outro… e, muito menos JULGAR.

Conhecendo os sintomas da depressão vivenciados por mim: tristeza profunda, não querer ver pessoas, sem vontade das coisas que mais amava, apetite voraz (6k a mais), vontade de desaparecer, angústia no peito, sentimento de culpa, sem vontade de me arrumar (maquiar que adoro). Pijama era minha roupa de todos os dias, sem esperança, dor no corpo… dor na alma.

Eu sempre fui muito mais alegre do que triste. Até minha sogra disse-me certa vez que: – “você é a alegria da família”. E meus amigos dizem que sou bem humorada, divertida e boa companhia. Difícil demais traçar o perfil de quem tem depressão….falam os pesquisadores que é uma “epidemia calada”.

Foi durante uma palestra – “Suicídio: as Dores da Alma”– que acordei para a vida. Aprendi que: quem se mata quer se livrar da dor, do sofrimento, que de tão doído fica insuportável de viver. Que procurar ajuda salva a vida, há de se ter ajuda profissional. Que falar sobre as emoções alivia a dor, precisamos perder o medo de se falar sobre o assunto. E oferecer ajuda é um ato de amor.

Hoje quando me olho vejo uma nova mulher, em reconstrução, no processo de autoconhecimento, na terapia. Sigo me tratando, cuidar de si mesmo é primordial. Entendi que a VIDA é para ser vivida no dia a dia, sem ansiedade – difícil, mas não impossível.

Tenho um Deus que é fonte de amor, que coloca em meu caminho oportunidades incríveis, pessoas amigas lindíssimas na alma, não estou só, e tenho uma família que me ama muito….quero viver feliz e ser felicidade para o meu semelhante.

Que nossas ações muitas vezes carregadas de preconceito e julgamento deem lugar para a empatia e para o respeito à vida. Que a minha, a sua e a vida de todas as pessoas que estão desbravando seus “mares”, tentando fazer a travessia para o outro lado, percorrendo novas estradas, todos os dias do ano, seja de benção.

De janeiro a janeiro não esqueçamos de pensar que “Setembro Amarelo” é hoje, amanhã e depois.

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