
Hoje quero compartilhar com você o que eu aprendi com a igreja quando era mais nova.
Desde pequena, meus pais me ensinaram que a igreja era muito importante. A fé mostrava caminhos mais fáceis, e que acreditar em Deus era uma obrigação.
E então, fiz catequese, crisma, conheci a Austrália graças ao Kairós, o grupo de jovens da igreja, tocava na banda da missa, dançava na missa, ajudava a cuidar das crianças e depois fui diminuindo o ritmo, igreja pra mim era quase de segunda a segunda, e depois de um tempo se tornou só aos domingos, depois de um tempo foi só quinzenalmente e hoje, só em datas especiais.
Mas, antes que você diga “nossa que absurdo, ela deveria ter continuado e blá blá blá” quero deixar claro: não vim fazer uma crítica à igreja, vim apenas contar a minha experiência.
Continuo sendo católica, continuo acreditando em Deus, continuo respeitando todas as religiões. Nada disso mudou pra mim. A única coisa que mudou drasticamente foi meu ponto de vista.
Eu percebi que muitas pessoas que ali estavam todos os dias rezando, se ajoelhando, na verdade estavam só de corpo presente e não de alma. Percebi também que pra ser reconhecida lá dentro, eu deveria dedicar muito tempo pra depois ganhar apenas um “muito obrigada”.
Mas, confesso que eu gostava muito de estar lá. E aí que vou contar tudo que aprendi.
Aprendi a falar em público: Foi na igreja que trabalhei meu dom da comunicação em público. Eu criava sozinha os encontros do grupo de jovens (quando eu é que tinha que falar) e muitas vezes fazia as pessoas chorar. Eu amava isso! Fazia as leituras para muita gente, visitava idosos, crianças e pessoas humildes levando sempre uma palavra de apoio e tudo isso me deixou mais segura.
Aprendi a debater sobre assuntos, e escutar quando não sou boa em algo: Foi lá também que ouvi muitas histórias e relatos, e ali percebi que podia cada dia mais escutar mais e mais e mais histórias, debater sobre diversos assuntos e tirar minhas próprias conclusões sem precisar ofender alguém [por isso sou tão a favor de usar as redes sociais pra ensinar os outros e não pra enfiar goela abaixo uma opinião].
Aprendi a amar as pessoas do jeitinho que elas são: Algo que me faz muita falta no mundo de hoje é esse amor pelas pessoas. Na igreja a gente se abraçava o tempo todo, dizia coisas boas aos outros, mesmo sem conhecer quem estava na frente. Isso era muito bom, porque não existia malícia, não existe preconceito. Aliás, a palavra preconceito eu só vim conhecer depois dos 18 anos de idade, porque antes disso eu nem imaginava que alguém fosse capaz de ofender uma pessoa porque ela tem uma cor diferente, ou uma opção sexual diferente, ou uma roupa diferente ou sei lá o que diferente.
Existem mais coisas que aprendi na igreja. Mas, vou deixar pra uma PARTE II hehe
E aí, você também já participou de comunidades religiosas? Me conta sua experiência.
Me segue lá no Insta 🙂
Beijos.
