Incontinência Urinária na Gestação!

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ATENÇÃO: Não confunda escapes de urina (ou Incontinência Urinária)  com micção frequente! A micção frequente é comum e deve se a pressão que o útero exerce sobre a bexiga fazendo com que a vontade de urinar apareça com mais frequência, é como se a capacidade da bexiga fosse comprometida por esse período, mas é perfeitamente normal.

Eu passei por uma situação dessa esses dias, quem me acompanha no Instagram (@maricostabordin) pode ouvir o meu relato! Embora seja normal, a gente se apavora com tudo o que não conhece, e mais uma vez, eu fiquei cheia de dúvidas.

Estudei um pouco, falei com minha obstetra, fui ao pronto socorro, e problema resolvido! Então, vim aqui compartilhar com vocês sobre: Incontinência urinária na gestação!

Os Diferentes tipos de incontinência urinária:

Incontinência urinária por esforço — a perda de urina acontece quando a gestante faz um esforço abdominal, como tossir, espirrar ou gargalhar.

Incontinência urinária de urgência — a grávida sente vontade urgente e súbita de urinar, e não consegue chegar a tempo no banheiro.

Incontinência mista — quando a perda de urina acontece tanto a partir de esforços como com urgência.

Causas da incontinência urinária:

Crescimento do útero sobre a bexiga, peso do bebê, hormônios da gravidez que têm efeito relaxante sobre a musculatura da mãe, atingindo o assoalho pélvico e os esfíncteres. Essa frouxidão compromete a capacidade de controle da bexiga.

Embora seja constrangedor, essa situação atinge em média 50% das gestantes, e tende a melhora imediatamente no pós parto. Quando isso não acontece, é necessário uma atenção maior por parte dos médicos.
Fatos como, parto normal, bebês com mais de 4 kilos, tabagismo, diabetes gestacional e partos prolongados podem favorecer que a situação continue mesmo após o nascimento do bebê.

incontinência urinária

Mas calma: existe tratamento para isso.

Tipos de tratamento

A perda urinária no período gestacional e pós-gestação estão relacionados ao enfraquecimento da musculatura perineal, do assoalho pélvico e abdominal. Então, para que haja uma melhora, é preciso restabelecer e fortalecer essas musculaturas.

Algumas opções são:

Exercícios fisioterapêuticos para fortalecer a musculatura — como os exercícios de Kegel para a contração do assoalho pélvico.

Fisioterapia com estímulo elétrico — os músculos pélvicos são estimulados por meio de ondas elétricas leves, emitidas por um aparelho.

Medicamentos — receitados no pós-parto quando a incontinência é persistente, esses remédios reduzem as contrações da bexiga ou agem melhorando a ação do esfíncter urinário.

Cirurgia — feita no pós-parto quando o problema é mais extenso e os resultados fisioterapêuticos e o uso de medicamentos não são satisfatórios; é colocado, via vaginal, um dispositivo para ajudar na sustentação da bexiga e recuperação do controle mictório.

Prevenção:

E porque não tentar prevenir o problema antes que ele apareça? Como?

Controlando o peso, evitando o cigarro, NÃO PRENDENDO A URINA, esvaziando a bexiga com frequência, Fazendo exercícios de fortalecimento da estrutura pélvica e abdominal, além de IOGA E PILATES.

Observe sempre os sintomas que você tem sentido e não hesite em consultar seu médico para saber quando os episódios ainda são normais.

Espero ter ajudado a esclarecer algumas dúvidas sobre esse “probleminha” das gestantes.

Bjs,
Mami Mari.

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