COMIDA DE VÓ – qual seu primeiro sentimento?

COMIDA DE VÓ

Semana passada comemoramos o Dia dos Avós. Por isso, hoje o assunto é: COMIDA DE VÓ!

PRAZER ou CULPA?

Comida de vó ou vô é comida afetiva, certo? Comida que tem memória de sabor, de abraço, de momentos. É quase colo na forma de comida.

Porém, quando fiz essa pergunta numa roda de conversa com mulheres sobre comida afetiva organizada pela Diana, uma jornalista de alma amorosa e idealizadora do Matéria Viva, a maioria falou sobre sentimento relacionados com culpa pois os pratos que representavam comida afetiva para elas são colocados como “proibidos” ou “do mal” por terem farinhas refinadas, açúcar e gordura animal.

É fato cientificamente comprovado que o consumo frequente e em grandes quantidades de farinhas refinadas, açúcar e gordura animal aumentam o risco de desenvolver doenças como diabetes, pressão alta e alguns tipos de câncer.

 

O consumo frequente e em grandes quantidades.
O que é diferente do consumo esporádico e com plena atenção em todo prazer e acolhimento que a comida afetiva pode proporcionar.

Comida de avós tem história, é a cultura da família, é amor na forma de comida e uma forma de conexão com os antepassados que pode ser linda, leve e muito prazerosa. A linha que divide o equilíbrio de aproveitar esse carinho em forma de comida como uma forma de receber amor contra o uso dessas preparações para preencher vazio é muito tênue e merece atenção cuidadosa.

Uma coisa é se permitir vez ou outra receber esse carinho na forma de comida e essa permissão pode ser auto amor. Outra coisa é consumir esses alimentos na rotina do dia a dia de forma descompensada, com ausência de atenção e exagero em quantidades como forma de compensar um vazio. Vazio esse que pode ser de carinho mesmo como colo de quem você ama, da ausência de outros prazeres além da comida em uma vida preenchida de tarefas ou mesmo um vazio existencial que só pode ser preenchido por você mesmo.

Todo exagero esconde uma falta. O exagero em comida também esconde alguma falta e merece ser olhado de forma amorosa para que a cura dessa relação machucada possa acontecer.

Com isso, a culpa de comer qualquer preparação, seja mais ou menos nutritivo possa desaparecer e o equilíbrio das escolhas que alimentam o corpo e a mente possa se fortalecer.

Essa reflexão sobre comida afetiva é uma homenagem ao Dia dos Avós e deixo o convite para nesse final de semana degustar com atenção plena um prato que é comida afetiva para você, um prato de memória afetiva dos seus avós.

DEGUSTAR, mesmo. Sentindo cada segundo de prazer que os sabores podem proporcionar. Prestando atenção no visual, nos aromas, nas texturas, nas diferenças de sabores da combinação e em cada garfada, pois cada garfada é ÚNICA.

Marque #comidaafetivawefollow e me marque @nutrikarelincavallari para eu acompanhar seu prato!

Beijos mil.
Até a próxima!

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