Crise dos dois anos. Existe?

A crise dos dois anos deve ser compreendida

Conhecida como “adolescência” do bebê, “terrible two” ou “crise dos dois anos”.

Jáouvimos sobre isso em algum momento de nossas vidas, mas… ela existe?

Durante muito tempo, eu trabalhei com crianças, vi muitas que tinham as características dessa fase mas, não fui muito a fundo entender sobre. Só que aí virei mãe, meu filho foi crescendo, e cá estou, de cara com as atitudes dele.

Com apenas 1 ano e 7 meses ele consegue me fazer sentir como se eu não fosse conseguir contornar algumas situações e eu fico em desespero em alguns momentos (mamães entendem o que eu digo rsrs). Então resolvi meter a cara nas pesquisas para entender o por que, e como lidar com essa fase tão complicadinha do meu maior amor.

Assim como nós, mulheres, mães, temos os períodos de TPM, crise existencial e ansiedade, as crianças também passam por períodos particulares. A diferença entre nós e eles é que, nós já conseguimos entender um pouco mais essas emoções e, na maioria das vezes já descobrimos os processos mais eficientes para que controlemos as situações ao invés de sair por aí gritado, esperneando e chorando (às vezes da vontade né hahah).

Já para os pequenos, esse é um período de descoberta, como li em um artigo do Dr Drauzio Varella, esse é um momento de desenvolvimento comum dos pequenos. É um processo normal e importante na vida da criança, esse é o momento onde ele está se descobrindo como individuo, explorando a sua independência e é um momento incrível (meio conturbado, mas incrível).

A partir do 1 ano e 6 meses, a criança já descobre que pode fazer as coisas por si, que ela não precisa necessariamente esperar o adulto para fazer o que ela quer. Então acaba acontecendo os momentos de conflitos entre adulto e bebê, pois ele acha que pode, mas o adulto fala um “não” em alto e bom som e, pronto começa o escândalo a gritaria e os choros estridentes.

Também acontece nesse período o momento de oposição, onde você quer uma coisa e a criança quer outra e então ai, temos mais um conflito.

O mais importante nesse momento é ter paciência, por mais que eles estejam explorando e conseguindo entender algumas coisas, não é tudo que eles vão conseguir acatar, as vezes você vai falar “não deve fazer isso ou “agora não” e ele vai continuar fazendo, mas isso nem sempre é de forma consciente, ele provavelmente não entendeu o NÃO naquele momento!

Conforme for entendendo que isso é um período e um processo normal na vidinha do seu filho, vai ficar mais simples criar estratégias para acalmar, ensinar ele que isso não vai leva-lo a lugar nenhum e só vai magoar as pessoas que o amam.

O processo de educação as vezes é bem desgastante, porque em diversos momentos vai ser repetitivo e até, demorado. Como dizia uma coordenadora de creche que eu trabalhei “É um trabalho de formiguinha”. Cada dia um pouquinho até que isso vire um hábito comum e não precise falar duas vezes (sonho de toda mãe rsrs).

Quem ama educa e quem educa, com certeza, tem o meu total respeito!

Agora me diz ai, você já passou por esse período, ou conheceu alguém que passou? Como foi? Deixa sua experiência nos comentários, junto com uma dica. Vamos ajudar todo mundo!

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