DOS BABY BOOMERS AOS MILLENNIALS

MILLENNIALS

“Cada geração se imagina mais inteligente do que a anterior, e mais esperta do que a que virá depois dela” (George Orwell)

DOS BABY BOOMERS AOS MILLENNIALS

Muito tem se discute nos últimos anos a respeito das gerações e de que forma elas podem contribuir para o futuro da economia mundial, sobretudo pela participação de cada uma delas na geração e distribuição de riqueza, engajamento político, mudanças culturais globais e de que forma ocorre a relação intra e inter geração.

Primeiramente podemos abordar a geração x, que é aquela constituída por pessoas que nasceram em uma época pós segunda guerra mundial até meados dos anos 70. Segundo estudos publicados pelo Grupo Abril no final do ano passado, esta geração representa aproximadamente 25% da população da Terra e destaca-se por ser responsável pela maior parte do consumo realizado a nível global.

Essa geração teve a oportunidade de vivenciar o estágio embrionário das tecnologias que utilizamos no nosso dia-a-dia, além de acompanharem de perto o avanço evolutivo exponencial de cada uma dessas tecnologias. Foi durante a fase adulta dessa geração que tecnologias como internet, celular, impressora, e-mail passaram a ser utilizados em massa e constituíram as novas diretrizes do avanço tecnológico. Hoje uma pessoa na casa dos 50 anos passou do telefone fixo que tinha em casa, para um Smartphone ultramoderno onde se pode acessar praticamente em qualquer lugar do mundo.

Dentre as características mais marcantes dessa geração, está a busca pela individualidade, maturidade no consumo (até mesmo uma fidelização por determinadas marcas e produtos), busca pelos direitos e uma preocupação com as próximas gerações.

Já a geração y, que também conhecida como MILLENNIALS, é representada pelos indivíduos nascidos entre a década de 80 e 2000. Essa nova geração praticamente nasceu no berço dos avanços tecnológicos e dessa forma mudaram significativamente a concepção de relações interpessoais, distancias geográficas e expectativas quanto a carreira e a formação acadêmica.

Os millennials foram definitivamente a primeira geração em um mundo globalizado, dessa forma a concepção do mundo em si já é muito diferente da geração anterior, uma vez que foram impulsionados pela tecnologia desde os primeiros passos. Assim estão muito familiarizados com dispositivos que permitem o acesso a informação e a comunicação em tempo real. Essa forma de relação individuo x mundo fazem com que os jovens adultos atuais se tornem mais exigentes e mais bem informados para a tomada de decisões, sobretudo quando se trata de consumo.

Para compreendermos a relação entre as duas gerações é valido a comparação em alguns pontos principais, tais como a formação e transferência de renda, visão de trabalho/carreira e, por fim, comportamento e interação social.

De acordo com os dados publicados pelo Banco Real do Canada, a geração x será a geração mais rica até 2030 quando serão ultrapassados pelos integrantes da geração y, os quais deterão o posto de geração mais rica da história.

Paul Donovan, economista chefe do UBS Wealth Management, afirma que por mais que os millennials possam deter a maior riqueza da história daqui a 20 – 30 anos, essa riqueza será originada, em grande parte, das heranças da geração x, uma vez que o ideal de construção de riqueza e bens é muito mais forte nesta última.

Outro ponto econômico importante a se considerar nas relações das gerações é o aumento expressivo na expectativa de vida mundial, ou seja, em determinado momento a porcentagem das pessoas mais velhas serão exponencialmente maiores que os mais jovens. Isso acarreta um grande entrave previdenciário, ainda mais intensificado com a desaceleração do crescimento econômico mundial nas próximas décadas.

Em relação a visão de carreira e empreendedorismo há também algumas diferenciações. Para os millennials a ideia de empreender é muito mais forte e muito mais presente do que na geração anterior, sobretudo motivados pelas facilidades promovidas pelo avanço tecnológico, informacionais e pelo boom de ideias, modificação nas estruturas corporativas (startups) e coletivismo empresarial por todo o mundo.

A ideia de comparação entre as gerações é justamente para balizarmos os impactos da mudança da dinâmica global nos indivíduos. O comportamento do indivíduo ou do coletivo é uma das bases da economia, considerando que ao compreender como as relações interpessoais e corporativas acontecem podemos modelar a atualidade e criar previsões para o futuro econômico, seja de um único indivíduo, de uma comunidade, de um pais ou até do mundo todo.

Cabe a nós entendermos o contexto de cada geração, extrairmos o máximo de conhecimento e de bagagem de cada uma a fim de otimizar o desempenho das próximas, considerando que uma não substitui a outra, mas sim coexistem.

Matheus Spina

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