Ele veio antes, porque tinha a missão de me ensinar!

prematuro

Nesse mês de Novembro, no dia 17, contamos com o dia Mundial da prematuridade! O meu pequenino, tem motivos de sobra para comemorar esse dia, afinal, Deus resolveu que colocaria ele no mundo, com apenas 34 semanas de gestação.

Foi necessária uma operação de emergência, a qual os médicos faziam questão de frisar para mim a todo tempo, que não poderiam me garantir o sucesso. Poderia dar 100% certo, tanto quanto poderia não dar.

Cesária feita as 13:54 do dia 23/02/2018 nasceu meu milagre. 1,735kg e com 39 cm, esse era o tamanho e o peso do meu maior amor. Ele teve que ser levado rapidamente para a incubadora, pois seu pumãozinho ainda não estava maduro o suficiente, ele precisaria de ajuda para respirar.

Foram 21 dias me ensinando a ser paciente e confiante! Por alguns dias, eram idas e vindas ao hospital. Operada, dolorida, cansada, baqueada. Nesse período ele me ensinou que a minha força esteve sempre guardada dentro de mim. E me mostrou que para o amor, não se mede esforços.

Depois, foram algumas semanas dormindo no hospital, indo de hora em hora me concentrar e tentar amamentar, sem dormir, com banhos rápidos, comendo comida fria. Sem medo, sem reclamar!

Ele me ensinou que esperar é necessário. A cada dia com a noticia de que ele estava estável, que ele não tinha perdido nenhum grama me enchia de esperança e gratidão. Eu acreditava fielmente que a hora de ter ele em meus braços estava próxima.

Ele me mostrou que amor de mãe cura! Me lembro que estava indo tudo bem, peso subindo, quantidade de leite pela sonda diminuindo, . Ele já estava no bercinho, fora da incubadora, já usada roupinhas. Eu o trocava, ajudava com as fraldas. Era uma alegria tão grande.

Fui para a minha hora de tentar amamentar e estavam voltando ele para a incubadora, o leite voltou todo para a sonda, ele não podia se esforçar, estava ficando cansadinho! Meu mundo parecia que estava desabando, ninguém me falava nada. As enfermeiras só diziam “a pediatra vira falar com você mãezinha”. Eu só conseguia chorar!

Entrei no isolamento onde ele estava, chorava e pedia a Deus que fizesse ele melhorar, que atendesse ao meu pedido, que eu pudesse voltar a sentir ele, seu cheirinho, sua pele, que eu pudesse voltar a trocar a roupinha dele e ajudar a trocar a fralda. Ele me ensinou ai que a Fé vai além de pedir, é acreditar.

A pediatra passou, me explicou que ele estava com um quadro gripal, precisava do isolamento, mas que não era nada grave. Que iria se esforçar para conseguir um quarto para nós, que ficássemos só nos dois até o dia da alta. No mesmo dia a noite, eu tomando um banho, a enfermeira bateu na porta do banheiro, dizendo: “mãezinha! Assim que sair vocês vão para o quarto!”

Sai do banho mais do que de pressa, corri colocar a minha melhor roupa, arrumei as nossas coisas e fomos. Não conseguia parar de sorrir, no dia seguinte a noticia da tão esperada e desejada ALTA!

E ele seguiu me ensinando. Foi nesses dias que eu vi que realmente, o choro pode durar uma noite inteira, ou até duas… Mas, a alegria vem e transborda no nosso coração. Arthur Henrique é meu milagre, é meu bem maior e vou sempre fazer questão de lembra-lo que se hoje eu me tornei tudo o que sou é porque ele veio para me ensinar. Sou eternamente grata por ele ter transformado a minha vida!

Gostaram dessa minha homenagem? Espero que sim, foi feita de coração. Se quiserem saber mais sobre a história do Arthur e sobre esse pequeno príncipe, me sigam no instagram @_maymaay.

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