
Olá Nerds e Geeks do meu “Brasil Varonil”, em uma coisa o Zé bonitinho tinha razão: Brasil valente, corajoso… Pois é, logo você vai entender onde eu quero chegar!
Para os mais antigos, falar em “game“ é como viajar no tempo, trazendo na memória eles: Atari, Master System, NES, GameBoy, Phantom, Dynavision, Mega Drive e por aí vai! Eita coisa boa, se começar a mencionar os jogos então, esse artigo vai longe!
Na década de 80 a Tectoy e Gradiente disputavam a representação da Sega no Brasil. A Tectoy ganhou e liderou o mercado por tempos, com a importação do Master System o Brasil já na década de 90 ficou em 4º maior no mercado de games, mantendo esse lugar até hoje.

“Master System chegou a dominar 85% do mercado na década de 80” (WIKIPEDIA)
O desenvolvimento de jogos brasileiros nessa época dos anos 80, 90 era algo muito distante, e que começou a se tornar mais acessível quando grandes produtoras começaram a trazer seus escritórios para o Brasil e assim começaram a aquecer também o mercado de desenvolvimento.
Avançando para os dias atuais, com tecnologias mais acessíveis, cursos online, uma grande variedade de engines com recursos que ajudam muito do desenvolvimento, a chegada dos smartphones e acesso a internet principalmente com 3G e 4G, fez com que esse mercado superaquecesse, abrindo uma porta paralela – que antes era dominado pelos consoles e PCs – possibilitando um maior surgimento de “desenvolvedores independentes” comumente chamados de “Desenvolvedores Indies”, ou seja, freelancers, grupos de pessoas ou pequenas empresas, começaram a produzir games brasileiros com dinheiro do próprio bolso.
Muitos inclusive exercem outras atividades como: advogados, músicos, médicos… e nas horas vagas, produzem seus games, já outros, tentam levantar fundos fazendo vaquinhas virtuais, possibilitando um maior tempo dedicado ao desenvolvimento.

Grandes feiras como a BGS no Brasil, possuem um espaço próprio para os desenvolvedores Indies, dando uma oportunidade acessível para que mostrem seus trabalhos e façam negócios e networking. BRASIL GAME SHOW
No ano de 2011 o Brasil já estava faturando quase R$ 1 bilhão ao ano, e em 2018, segundo a Newzoo/Global Market Report o mercado brasileiro de Games movimentou cerca de R$ 6 bilhões de reais, fechando com aproximadamente 75,7 milhões de jogadores.
Ainda segundo a Newzoo, existe uma projeção até 2021, para o mercado global movimentar cerca de $180 bilhões de dólares, sendo $100 bilhões só mobile.
São projeções incríveis e que deixam o mercado eufórico! No Brasil, já existem muitas empresas que desenvolvem games, grandes estúdios e principalmente o aumento significativo dos desenvolvedores Indies.
E como brinquei no início, eis que chega a hora do “Brasil Varonil” me referindo principalmente aos pequenos desenvolvedores e produtores, produzir um game é um processo doloroso que exige além de muita dedicação, conhecimento e “muita coragem” para enfrentar um sistema tão burocrático e com um sistema financeiro pra lá de complexo.
Realizar todo o processo de desenvolvimento de um game no Brasil é como já começar um game no nível HARD, rs.
Bancar um desenvolvimento do próprio bolso chega a ser quase como comprar um carro popular, isso se o processo de desenvolvimento for rápido (em média 1 ano e meio aproximadamente) e levando em consideração desenvolver algo apresentável e totalmente de autoria própria.

A imagem diz algo como: “Desenvolvedor Indie” – Preciso sobreviver para para fazer games. Me ajuda com um dolar?
Um game pode dar um ótimo retorno financeiro as vezes até de forma inesperada, por outro lado também pode ficar muito caro para produzir, patrocínio e investimentos são as principais dificuldades para o desenvolvedor Indie ou pequeno produtor.
Em outro artigo vou falar um pouco mais sobre o processo que envolve produzir um game, será que da pra ganhar muito dinheiro? Talvez essa seja a pergunta de muitos que querem entrar na área, principalmente em nossa cultura onde aprendemos desde cedo a dar mais valor para o “emprego” e não tanto para uma “carreira”.
Nos vemos na próxima! Me ajude a saber se gostou desse artigo, deixe seu comentário abaixo e bora compartilhar!
Compartilhar conhecimento é viver! 🙂

Show! Muito boa a matéria e, realmente, hoje em dia conseguir levar pra frente um projeto indie é muito hard e cheio de obstáculos! Quanto ao Master System nunca imaginei que já teve, um dia, 85% dessa fatia do bolo uasuahsuahsuahusas
Pois é, meu brother, persistência, determinação e muito target são combustíveis pra se chegar lá!! Tamo junto! Os números do mercado nos anos 80, 90 eram incríveis em relação ao “domínio de mercado” de algumas empresas! Bora fazer parte dessa estatística num futuro próximo!!! 🤜🤛🕹📲
Achei excelente a matéria e ajudou a desenferrujar um pouco. Pelo jeito muitas mudanças acontecerem em tão pouco tempo.
Por que custa muito para desenvolver os games e por que é tão difícil patrocínio? Uma vez que é um mercado em expansão, dinâmico e gira muito dinheiro.
Gostaria de entender também o que a tecnologia 5G ajudará no uso desses games e o que estão fazendo para estimular aqueles que realmente desejam treinar e desafiar as capacidades do cérebro?
Grande Brunão, obrigado pelo comentário…. 😉… todo esse custo que citei ainda é extremamente baixo (em relação ao carro popular)… um game (um pouco mais elaborado) é como uma produção de um filme, envolve diversos profissionais, por exemplo, programadores, ilustradores, designers, audiomakers, roteiristas, administrativo, jurídico, planejamento, marketing, dubladores entre outras várias expertises (vou falar mais sobre em outro artigo) tudo isso só para fazer, depois um custo elevado para trabalhar a divulgação e marketing, licenças, plataformas para colocar o game etc, e muito desses outros custos ainda são em dólares.
Já em relação ao patrocínio, a principal dificuldade que vejo, é por ser um mercado relativamente novo no Brasil, e muitas empresas ainda visualizam um game como um “joguinho” algo “banal” e não conseguem ainda ver valor que isso pode agregar à sua marca, e falando nos pequenos desenvolvedores, que possuem um portfólio por vezes pequeno, produções de certa forma sem muitos recursos acabam ficam ainda mais para escanteio, ainda falta muita informação sobre esse assunto, empresas maiores que estão vendo esse valor, oportunidades etc, estão “caindo de cabeça” e se dando muito bem, atraindo principalmente milhares de jovens para sua marca.
O 3G, 4G, 5G etc ajudam muito aos criadores tanto de games como qualquer coisa relacionada ao uso de internet, podem assim explorar cada vez mais tecnologias novas, já que atualmente muitas tecnologias dependem muito de internet, nos games, praticamente todos tem interações entre eles de forma online, multiplayers etc, com internet mais rápida, mais tecnologias podem ser utilizadas, mais possibilidades são criadas principalmente nos mobiles, que tem se mostrado muito promissor.
Nos próximos artigos vou falar bem sobre os estímulos cognitivos, inteligência artificial e outras coisas por trás dos games. 😘😘 … valew grande abraço
Parabéns! Respostas claras e objetivas.
Sanou as dívidas!
Até o próximo artigo.
Até logo.
Bruno.
Cara só tenho que te desejar meus parabéns e sucesso em tudo pra vc , lembro me dá escola como se fosse ontem a gente pensando em play 2 e super Nintendo né, ABS. Meu amigo
Grande amigo Folster, bons tempos hein! Desejo o melhor na sua vida também, obrigado pela lembrança, era vídeo game pra cima e pra baixo hahahah 😅😅😅😅
Parabéns, Thiago!! Acompanho seus trabalho a tempo e sempre curto muito sua jogos e desenhos! Merecedor!
Valew Paulo, obrigado pelo carinho bro, logo logo você terá surpresas!!!
Parabéns Thiago!
Excelente matéria! Empreender no Brasil é algo desafiador ! Requer muito foco, dedicação e conhecimento. Não conheço muito do mercado de games, mas sou fã de jogos em 1a. pessoa. Passei minha infância nos anos 80 jogando nos “DINOSSAUROS” ODISSEY e ATARI com os clássicos, Space Invaders, River Side, Donkey Kong e vários ícones que até hoje são referência!
Espero ver mais POST para conhecer mais sobre este universo paralelo (rsrsrsr).
Grande abraço,
Oscar
Parabéns pela matéria Thiago!! Tenho acompanhado seu trabalho e desejo muito sucesso.
Olá Oscar, realmente, empreender no Brasil é acabar com um chefão por dia até a próxima fase. Mas tirando esse lado complicado é extremamente gratificante a experiência de inovar.
Wow que referências hein!!! Tempos bons esses, clássicos que são parada obrigatoria para todo jogador!!! 👏 🕹
Obrigado pelo comentário, estou preparando uma série de artigos que passam por toda a criação de um game com uma visao um pouco mais “mercadologica” e claro, mostrar um pouco dos bastidores. Um abraço.
Obrigado pelo carinho Jakkk 😘😘… continue comigo que tem bastante coisa legal por vir, até para quem não empreende na area de games 👏👏😘😘