
Oi gente, tudo bem?
Eu sou a Lilian Chaves, vou compartilhar um pouquinho da minha experiência e passar umas dicas para vocês.
O destino que eu escolhi para ser o primeiro é África do Sul! Pois é, apesar da grande maioria achar ele um destino exótico e às vezes até rotularem como um destino pobre, ele não é. Como qualquer lugar tem locais de pobreza, mas na minha viagem não vi não. Foi encantador.
Pra mim foi àquela viagem que eu me recordo e o olho até brilha.
Aliás, isso acontece com vocês também?
Bom, vamos lá!
A África do Sul é um país do continente Africano, ele foi colonizado pelos Ingleses e por isso tem características culturais fortes, horários, por exemplo, tem de ser respeitado, o idioma é o Inglês, mas possuem dialetos da África do Sul. Muitos bairros e ruas têm nomes ingleses.
Para viajar a África do Sul, tem voos diretos saindo de São Paulo (Guarulhos), chegando em Joanesburgo com duração de 9 horas aproximadamente. E é aqui que começa minha viagem.
Chegando em Joanesburgo, compramos um chip de ligação e internet da Vodafone (aliás eu super recomendo, funcionou a viagem toda, foi excelente). Saindo do aeroporto você atravessa a rua e chega na locadora de carros. Nós alugamos carro e já saímos dali para o Kruger.
O Parque Kruger fica a aproximadamente 5 horas de distancia de Joanesburgo, não é tão perto, mas a estrada é excelente, as paisagens são lindas e tem cidadezinhas para você ir parando no caminho. Como nós queríamos já chegar e fazer o safari, subimos correndo para chegar a tempo, mas não :-(.
Quando você faz um safari na África do Sul, você tem duas opções. A primeira é fazer um safari no Kruger Park, que é um parque nacional, onde os animais ficam lá dentro, o parque é muito grande e com grande diversidade de animais. Nessa opção é feito em um carro com umas 20 pessoas aproximadamente, ele pode durar o dia todo ou meio período e o guia (motorista) vai com um radio (parece um oktok) se comunicando com outros guias para saber onde estão os animais.
Eu fiz a segunda opção que vou contar agora. Nós ficamos em uma reserva privada que se chama Moditlo. As reservas privadas são hotéis de luxo que oferecem alimentação (café da manhã, almoço e jantar) e dois safaris por dia com grupos menores de até nove pessoas.
Logo que chegamos de carro, entramos na reserva e ao fazermos uma curva, demos de cara com uma girafa, foi surpreendente, ficamos ali admirando ela. É muito diferente ver um animal solto, na vida de savana, vivendo livre, sem grades e sem medos. É gratificante.
Chegando no hotel, fomos recepcionados por uma moça muito simpática que nos deu suco, (não sei do que era, mas era ótimo) e uma toalhinha para limpar as mãos.
Chegando no quarto fiquei encantada, logo que abria a porta você já via que o quarto não possuía TV, na direita tinha uma cama (gigante) e ao lado dela uma banheira. Ele era todo claro e no fundo tinha mais um banheiro de vidro, com chuveiro, que enquanto você se banhava via os animais passarem pela mata. Pra quem gosta de animais, tipo eu, é demais, é como se você fizesse parte daquilo tudo.
Fora do quarto havia duas cadeiras que podíamos sentar e ficar apreciando a savana africana. Sem falar, que de noite era muito escuro, não dava pra ver nada e estando em meio a leões, era melhor não ficar lá fora.
A recepcionista que nos levou até o quarto, informou que assim que escurecesse se quiséssemos sair, precisaríamos avisar eles, pois não podia andar sozinho durante a noite, ou seja, estávamos em meio a leões mesmo.
As 21h saímos para jantar, pontualmente o guia bateu em nosso quarto, saímos e fomos para o restaurante comer. Na parte de comida eu não vou nem entrar, vou pular, porque como boa gordinha que sou, se entrar nesse assunto vamos ficar até amanhã.
No dia seguinte, às 5h da manhã, o guia pontualmente (de novo), foi nos buscar para o safari. Subimos no carro, ele nos deu uma manta e uma bolsa térmica com agua quente para esquentar nossas pernas. Estava muito frio, escuro, mas saímos em busca dos animais e dos Big Five ( leão, leopardo, elefante, búfalo e rinoceronte).
Nesse primeiro dia vi vários animais, zebras, girafas, hipopótamos, antílopes (de todos os tipos), o Pumba (não sei o nome dele verdadeiro), não vi o Timão =(, mas o que eu mais amei foram os elefantes. Sério! Eles são lindos e mesmo daquele tamanho todo, conseguem se camuflar. A natureza é demais.
Nesse primeiro dia vimos também uma chita, ela parece a nossa onça e é tão linda quanto. Vi de tão perto que me deu até um “medinho” (rs).

Na metade do passeio, o guia para, ele abre do carro, como se fosse uma mesa na parte de traz e serve bolacha, café e suco. Agora, tenta imaginar… Você está no meio da savana africana, vendo o nascer do sol, comendo uma bolacha, está frio e vem aquele café quentinho que sai até fumaça. Nesse momento eu me senti acolhida. A vista, a sensação, o cheio de terra com o aroma e o calor do café, foi incrível. Todo mundo uma vez na vida precisa viver isso!

Depois do café continuamos o safari e vimos os mesmos animais. Terminando o safari, voltamos ao hotel e havia outro café nos esperando, mas dessa vez, era um banquete. Embora eu ainda preferisse o outro (rs).
Entre o café e o safari noturno, você almoça, descansa, faz uma massagem no spa, lê um livro e fica em paz.
As 17h sai o outro safari, como ainda não escureceu você pode sair sozinha do seu quarto e ir até a recepção encontrar o grupo. Nisso, começa outro passeio. Nesse vimos o por do sol, aquele, igual do file O rei leão, ao invés do café, tomamos vinho e quase me senti o próprio Simba quando se apresenta (rs). Foi demais o por do sol na savana.
Voltamos ao hotel, jantamos e no dia seguinte fomos para o safari novamente. Esse foi o mais especial. Logo que subimos no carro e saímos o guia já recebeu uma informação pelo radio (oktok), que uma leoa tinha acabado de caçar. Então o guia saiu correndo pra lá.
Chegando havia uma família, com leoas, um leão e três leõezinhos comendo um veado e brincando com a comida. Foi lindo de ver. Nesse dia vimos também rinocerontes, um gorila e mais girafas. Aliás, se você gosta de girafas, vai até enjoar, porque a gente vê demais.

Quando esse safari acabou, voltamos ao hotel, fizemos uma marmitinha, pegamos o carro e fomos conhecer a Jéssica.
A Jéssica é linda, grande, gordinha, adora chá e gosta de beijos. Dá pra imaginar quem é a Jessica com essa descrição? Eu acho que não (rs). Ela é um hipopótamo que vive livre e todos os dias vai à casa de um senhor para tomar chá e ganhar beijos que os turistas dão.

Eu mesma dei chá pra ela e um beijinho no nariz. Foi demais! Precisa coragem.
O senhor dono da casa, contou que a encontrou ainda bebê, que estava sem a mãe (deve ter acontecido algo) e que ele começou a tratar dela, deixando-a livre para que voltasse a casa caso quisesse e desde então ela volta praticamente todos os dias, toma chá, ganha beijos e vai embora. Nos dias que ela não aparece, não sabem o motivo e por isso vai da sorte de encontrar.
Eu super recomendo esse passeio, porque nunca imaginei que pudesse interagir com um animal desses e ainda em vida livre. Foi sensacional!

Voltando da Jéssica fomos embora, rumo a Joanesburgo, mais de 5h de viagem, passamos em uma cidadezinha charmosa chamada Dullstroom, lá tomamos um milk-shake em uma loja com tema de vaca. Muito legal. Depois seguimos viagem.

Chegando a Joanesburgo fomos para o aeroporto, para a segunda parte da viagem, Cape Town ou Cidade do Cabo, que é uma cidade parecida com o Rio de Janeiro e fica do outro lado da África do Sul. O voo de Joanesburgo até lá leva cerca de duas horas.
Chegamos em Cape Town, dormimos e começamos no dia seguinte.
Em Cape Town, também estávamos de carro, então o que fizemos foi: a baia dos pinguins, o cabo da boa esperança, o bairro muçulmano (Boo-Kaap) e a Table Mountain.
A Table Mountain ou montanha da mesa em Português é um dos principais passeios e a partir dela é possível ver toda a cidade. Nós não tivemos tanta sorte, entramos no teleférico, subimos, mas o céu estava encoberto e por isso não foi possível ver. Mas olhando pelas fotos de amigos, se o dia estiver aberto é muito bonito.
Atrás da Table Mountain, tem um shopping que se chama Water front, ele é incrível, tem loja de todas as marcas, restaurantes, uma marina, roda gigante, feira de artesanato, tudo acoplado, é lindo. Durante a noite, ficam grupos musicais e corais cantando. Em uma das noites quando chegamos, estava um grupo cantando Waka Waka da Shakira. Só de lembrar chego a me arrepiar.
Compra de roupas, loja e marcas não valem a pena é bem parecido com o Brasil e aqui podemos parcelar.
Nos outros dias, fomos conhecer a baia dos pinguins, no caminho fomos por uma pista que se chama Chapman’s Peak, ela margeia todo o mar e por isso foi eleita uma das mais bonitas do mundo e realmente é.

Nesse mesmo dia fomos conhecer o cabo da boa esperança, eu acho que todo mundo já estudou sobre ele na escola, então, estar lá e vivenciar aquele lugar foi incrível.
Conhecemos também, o aquário de Cape Town que é grande, tem uma boa diversidade de animais marinhos e não é caro para entrar, entorno de quarenta reais. Aliás, o custo beneficio da África do Sul é ótimo, cada um real vale quatro rands, o que nos favorece nos passeios, alimentação e artesanato. Eu mesma trouxe uma girafa (de madeira) para cada um da minha família.
Em Cape Town tem um bairro que foi construído por Muçulmanos, o Boo-Kaap, ele é todo colorido, tem restaurantes diferentes e vale a pena conhecer.

Uma informação importante que eu não mencionei antes, é que lá é uma cidade grande e como toda cidade grande, o transito é uma loucura, misturando com a mão inglesa nossa cabeça dá um nó, então, somente dirija se você realmente não tem medo. Se tiver medo e não sentir segurança, em toda a cidade tem aqueles ônibus turísticos vermelhos que se chamam Hop On Hop Off e passam em todos os pontos turísticos da cidade.
Próximo a Cape Town fica Stellenbosch, é uma cidade de vinícolas e tem uma vinícola mais top que a outra. Fomos conhecer essa cidade e no caminho paramos no Eagle Encounters que é um centro de reabilitação e reeducação de aves. Lá você encontra todos os tipos de aves, corujas, águias, corvos… Você também pode interagir com eles, na minha visita, uma coruja sentou no meu braço, outra no meu ombro e outra em cima da minha cabeça, foi bem diferente. Ainda bem que nenhuma delas fez cocô (rs).

Em Stellenbosch passamos o dia. A vista é de montanhas e vinícolas, fizemos degustação na Delaire Graff Estate, entre vinhos de safras diferentes, pães e azeitonas, gastamos entorno de cem reais, aqui no Brasil eu gasto isso no McDonald’s.
Voltando a Cape Town, passamos a noite no Waterfront, aliás, eu passaria todos os dias da minha vida lá.
E foi isso, a viagem foi incrível, queria que vocês vivessem cada momento dessa viagem comigo. E pra quem não tem “saco” de ler tudo eu vou colocar um resumo do day by day.
01° dia: Voo com saída do Brasil para Joanesburgo
02° dia: chegada em Joanesburgo, subida de carro até o Kruger (ficamos hospedados no Moditlo, mas eu indico o Kapama e Shishangen também).
03° dia: Safari manhã / Safari noite
04° dia: Safari manhã / Encontro com a Jéssica / Check-out no hotel / descemos até Joanesburgo para embarcar a Cape Town/ pernoitamos em Cape Town.
05° dia: Table Mountain, passeio pela cidade e Waterfront.
06° dia: Cape Town – baia dos pinguins, Chapman’s Peak e Cabo da boa esperança.
07° dia: Boo-Kaap, centro de Cape Town, aquário e a noite Waterfront.
08° dia: Eagle Encounters e Stellenbosch.
09° dia: Retorno ao Brasil.
10° dia: Bem vindo de volta a casa.
Dicas e informações importantes da Li:
– Próximo a Cape Town, tem nado com tubarão, fica na cidade de Hermanus e se você gostar vale a pena. Eu fiz, mas passei muito mal com o balanço do barco, então resolvi pular essa parte.
– Tem um restaurante muito legal em Cape Town que se chama Moyo. Quando você chega, eles fazem umas pinturas no seu rosto, como se você tivesse entrado para tribo deles. A experiência é diferente, a comida é ótima e durante a noite tem shows. Gastamos menos de cem reais e foi bem divertido.
– Na hora de converter a moeda, o que mais compensa é levar dólar e trocar quando chegar lá pela moeda Africana. Essa é a maneira que se perde menos dinheiro.
– Se você quiser ganhar tempo na viagem, eu aconselho o voo que sai do Kruger (aeroporto de Hoedspruit ou Nelpruit) e vai para Joanesburgo ou Cape Town. Se fizer esse trecho de avião, ao invés de carro, você economiza dez horas de viagem. Mas, esses voos não são baratos, na minha viagem conforme eu contei, dirigi 5 horas pra ir até o safari e mais cinco horas pra voltar, pra não ter que pagar.
– Se você for alugar carro, alugue no plano sem franquia, o que você não precisa pagar a franquia, se não, eles vão segurar como caução no seu cartão de crédito um valor aproximado de sete mil reais.
– Outra dica é se hospedar em Stellenbosch, para os amantes de vinho vale bem a pena, sem falar que se beber não dirija.
Bom eu acho que é isso. Aqui em baixo, vou colocar alguns hotéis que indico:
Joanesburgo
Southern Sun International Airport – para ficar próximo do aeroporto
Hilton Sandton
Safari
Moditlo – reserva privada, mas não tem búfalo nele
Kapama river lodge – reserva privada com os Big Five
Shishangeni – hotel del luxo com safari realizado no parquer Kruger
Cape Town
Protea hotel by Marriot Victoria Junction
Southern Sun Waterfront
Stay easy Cape Town City Bown
Mandela Rhodes Place Hotel
Stellenbosch
Le Pommier Wine State

Que sonho de viagem! Partiu programar! hahaha
Parabéns pelo texto!
<3 Eba!!! Obrigada pelo comentário! O que está achando do We Follow?