O DUELO DE GIGANTES – Guerra comercial entre EUA x CHINA

“A guerra é uma série de catástrofes que resulta em uma única vitória.” (Georges Clemenceau)

A guerra comercial entre China e Estados Unidos já é uma realidade, essa disputa poderá mudar os rumos da economia mundial nos próximos anos, uma vez que as duas maiores potencias econômicas do mundo estão disputando palmo a palmo a hegemonia comercial global.

Para contextualizar, essa disputa comercial vem sendo advertida desde o início de 2018, quando o então, presidente Donald Trump comunicou ao mercado a implantação de barreiras tarifárias para alguns segmentos. Dentre eles o aço e o alumínio.

Considerando a posição da China como o principal fornecedor de aço no mundo, a implantação dessas tarifas afetou diretamente a potência econômica oriental, que por sua vez veio a retaliar tal medida aumentando as tarifas para bens americanos na ordem de US$ 3 bilhões.

Esse tipo política econômica aplicada pelo presidente Norte-americano representa um dos vários objetivos de campanha propostos em 2016. Esses objetivos consistem na redução do déficit comercial americano, ou seja, reduzir a quantidade de produtos importados e desta forma fomentar e fortalecer ainda mais a indústria nacional e/ou estimular a exportação.

Após esse atrito inicial entre ambos os países, cogitou-se um possível acordo comercial com a finalidade de amenizar os impactos para as duas potências, mas também para a economia mundial. Essa negociação de termos e obrigações duraram meses e não fora concretizado nenhum acordo mútuo, pelo contrário durante essas “negociações” a disputa somente aumentou.

Já do lado ocidental quem está pagando o saldo do aumento das tarifas é o consumidor norte-americano, considerando que grande parte do consumo American way of life só é possível pela escala da produção chinesa. A proporção dessa escala produtiva implantada pela economia chinesa é muito difícil de ser substituída, uma vez que a reorganização ou migração de plantas produtivas nesse nível são morosas e custosas.

No início do mês de Agosto, o Banco Central Chinês (banco do povo) anunciou a nova manobra de câmbio que será adotada, ou seja, o governo chinês decidiu ampliar a flexibilização da sua moeda com a finalidade de desvalorizá-la frente ao dólar e assim manter a concorrência nos mercados mundiais. Essa política econômica foi adotada e é motivada principalmente como resposta às altas tarifas impostas pelos americanos.

Ambos os países são interdependentes para manterem suas posições hegemônicas no comércio global. Um acordo entre as economias passa a ser crucial dado a situação econômica mundial atual, considerando que mediante à resolução desse empasse ambos possam colaborar para uma dinamização do comercio global e fomentando inclusive suas industrias internas.

Segundo relatório do Morgan Stanley (uma das principais instituições financeiras mundiais) se essa disputa entre EUA e CHINA não cessar nos próximos semestre a economia mundial poderá sofrer uma recessão considerável no próximo ano.

Além do impacto na produção quantitativa mundial a logística produtiva poderá se alterar também, considerando que poderá haver a migração dos polos produtivos, quando deixarão a China em busca de locais mais rentáveis para produzir e fornecer aos EUA.

Nessa ótica o Brasil poderá lucrar (em partes) com essa nova dinâmica, atuando principalmente como fornecedor de commodities.

Um dado expressivo apresenta um aumento na exportação da soja brasileira para a China, a qual alcançou novamente o patamar de 2013, sendo um resultado da barreira imposta pelos chineses ao grão americano.

Ao futuro deixamos as dúvidas e as incertezas, seja a perspectiva de um acordo mútuo ou o impacto das retaliações entre as economias envolvidas nessa disputa. Muito ainda está por acontecer e muitas mudanças estarão por vir, cabe esperar os próximos capítulos dessa série, que a cada episódio um novo protagonista pode surgir e nos prepararmos para muitas oscilações e turbulências nos mercados globais.

Uma nova história da economia mundial começou a ser escrita agora.

O que acha de deixar nos comentários a sua opinião sobre tudo isso? Vamos bater um papo e trocar ideias e visões!

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