O que é taxa Selic e como ela impacta nossas vidas?

taxa selic

Na última semana muito foi discutido quanto ao corte na taxa básica de juros, a qual também é conhecida como Taxa Selic. Entretanto muita gente desconhece o que é essa taxa e o que ela representa no nosso cotidiano, bem como na tomada de decisão dos agentes de mercado.

A taxa Selic pode ser representada como uma taxa básica que serve como referencial entre as operações realizadas diariamente no mercado interbancário, ou seja, todas as operações realizadas de banco para banco cujo o lastro está em títulos públicos.

Desta forma esta taxa é o que baliza os juros praticados no mercado e tem papel fundamental na política monetária, onde o governo utiliza da taxa básica de juros para estimular a economia ou conter o avanço da inflação.

Quem é o responsável por gerir essa taxa de Juros?

Por se tratar de uma taxa referencial para toda a economia do nosso país, é mais do que necessário que exista um órgão sério e capacitado para mensurar e aplicar as devidas alterações neste índice em linha com os objetivos econômicos propostos. Por trás disso está o Comitê de Política Monetária (COPOM), este comitê foi criado logo após o plano real em meados da década de 1990 e dentre suas principais responsabilidades está o controle da inflação via monitoramento da quantidade de dinheiro que circula no país e definir a magnitude da taxa SELIC.

Aposto que muitos de vocês já viram notícias a respeitos das tão famosas ‘reuniões do copom’. Essas reuniões acontecem quase que mensalmente para apresentar ao mercado as decisões e expectativas quanto a economia e a taxa de juros referencial. Esse apontamento é essencial pois através disso podemos verificar alguns pontos na perspectiva de nossa economia, principalmente:

– Controle de inflação
– Custo do acesso ao crédito (impacta diretamente o investimento interno e consequentemente na geração de emprego)
– Remuneração de investimentos.

Podemos tomar como exemplo último corte na taxa de juros apresentada pelo COPOM nesta semana, levando a taxa de 6 para 5,5%. Essa redução de meio ponto percentual irá impactar diretamente a população, sobretudo na redução do custo de crédito, ou seja, será mais ‘barato’ o consumidor tomar dinheiro emprestado para realizar o consumo, bem como o empresário tomar o dinheiro emprestado para investir em seu negócio.

Com mais dinheiro em circulação a tendência é aquecer a atividade econômica puxado pelo consumo. Assim a produção de bens e serviços deverão começar a reagir a este estimulo, gerando novos postos de emprego e possibilidades de investimento (aumento de uma planta industrial por exemplo).

Por tanto, com essa queda considerável em nossa taxa de juros doméstica, há uma fuga de capitais estrangeiros do nosso pais, considerando que o dinheiro sempre está em busca de maiores rentabilidades e uma taxa de 5,50% a.a. já não é tão atrativa quanto as possibilidades de investimento em outros países e/ou outros tipos de ativos. Essa fuga resulta em uma desvalorização do real frente às outras moedas mundiais, prejudicando o investimento estrangeiro em nossa economia.

Como podemos observar, o rumo da economia brasileira está mudando muito rápido e devemos estar sempre atentos para entender os impactos das novas diretrizes e estratégias governamentais em nossa vida, em nossos investimentos e buscar sempre novas alternativas para podermos usar o mercado e a economia sempre ao nosso favor.

Matheus Spina

Posts relacionados

Economia & Finanças

Como realizar metas economizando!

nayara
Economia & Finanças

Cisnes Negros

Matheus Spina
Economia & Finanças

Bloquinho, glitter e… ECONOMIA!

Matheus Spina

Cadastre-se e receba novidades e atualizações por e-mail.