
Vamos diminuir a produção de lixo?
Antes de ler este texto, pare e reflita: como está sua produção de lixo? Você é daquelas pessoas que adoram a praticidade das embalagens nos alimentos do supermercado, ou faz parte do grupo ecologicamente correto que evita todo e qualquer tipo de produtos embalados, principalmente, em plásticos?
Bom, vamos lá. O lixo é um dos maiores problemas de degradação ambiental do mundo. Segundo o estudo: “Solucionar a Poluição Plástica: Transparência e Responsabilização”, feito pelo World Wildlife Fund for Nature (WWF), o Brasil é o 4º país que mais produz lixo no mundo. Só está atrás dos Estados Unidos, China e Índia, respectivamente.
São 11.355.220 toneladas, sendo apenas 1,28% de lixo reciclado. De acordo com o Banco Mundial, mais de 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular, sem tratamento, em lixões a céu aberto. Aproximadamente 7,7 milhões de toneladas de lixo são destinados a aterros sanitários.
Apesar de o consumismo contribuir para a grande quantidade de lixo, ele não é o único responsável pelo problema.
Toda atividade humana gera algum tipo de resíduo, sejam eles orgânicos ou sólidos. Vale lembrar que atitudes simples – como a separação do lixo e encaminhamento para reciclagem e descarte inteligente por parte das empresas – ainda estão longe de fazer parte da rotina diária.
Poluição e danos ao meio ambiente
A poluição do plástico afeta a qualidade do ar, do solo e da água. Sua combustão pode liberar na atmosfera gases tóxicos, alógenos e dióxidos de nitrogênio e enxofre, extremamente prejudiciais à saúde humana. Se descartado ao ar livre, também polui aquíferos, corpos d’água e reservatórios, causando aumento de problemas respiratórios, doenças cardíacas e danos ao sistema nervoso de pessoas expostas.
Na poluição do solo, um dos vilões é o micro plástico proveniente das lavagens de roupa doméstica e o nano plástico da indústria de cosméticos, ambos são filtrados no sistema de tratamento de água das cidades e acidentalmente usados como fertilizante, em meio ao lodo de esgoto residual.
Ainda de acordo com o estudo do WWF, a quantidade de plástico que chega aos oceanos anualmente é de cerca de 10 milhões de toneladas. Se esse ritmo continuar, até 2030 serão lançados ao mar o equivalente a 26 mil garrafas de plástico para cada quilômetro quadrado (km2).
Mais de 270 espécies animais como mamíferos, répteis, pássaros e peixes já sofreram com lesões agudas e crônicas, até mesmo a morte por estrangulamento, devido a pedaços de plástico. O estrangulamento desses animais é uma das maiores ameaças à vida selvagem e conservação da biodiversidade.
Como solucionar o problema do lixo?
A conscientização ambiental, aliada a esforços governamentais – que deve regulamentar, fiscalizar, punir e educar a população a respeito das atitudes corretas sobre o cuidado e descarte de resíduos – é a principal solução para tentar minimizar a grande quantidade de lixo gerada pela sociedade .
O maior entrave? O conflito entre o consumismo, responsável pelo lucro das empresas e as ações de preservação ambiental. Em razão disso, o ideal é que as empresas busquem alternativas para adaptar suas atividades de forma a não agredir o meio ambiente.
Uma das medidas que ajuda a minimizar a produção de lixo e combater os impactos ambientais associados ao acúmulo de resíduos é o uso de embalagens retornáveis e a logística reversa.
Aproximadamente metade dos produtos plásticos que poluem o mundo hoje foi criada nos anos 2000. Os números impressionam e alertam para a necessidade de reciclar a nós mesmos, reformando hábitos e atitudes, e de pensar nas próximas gerações, de forma a garantir a vida no planeta e, consequentemente, a sobrevivência da espécie.
Que tal começar a agir já?

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