STARTUP – INVESTINDO EM INOVAÇÃO

INVESTIMENTOS STARTUPS

O termo startup nunca foi tão presente em nossas vidas como nos últimos anos, isso se dá pelo boom de startups que está ocorrendo no brasil. Porém o termo startup já era utilizado em meados dos anos 2000, quando o auge da bolha das empresas “PONTO COM” estava acontecendo. Esse termo é basicamente definido por executar uma ideia e coloca-la em funcionamento em forma empresarial independente do ramo e da forma organizacional, de forma escalável e com uma alta margem de incertezas.

Embora o risco seja relativamente elevado, o poder das startups na criação de valor e de riquezas são impressionantes, vide o caso dos unicórnios (empresas com valor acima do US$ 1 bilhão) nubank e 99, as quais tiveram seu estágio embrionário e rapidamente escalaram ao topo dos seus nichos de mercado desbancando inclusive os grandes e poderosos players já existentes em cada ramo.

Por se tratar de iniciativas inovadoras a maioria dessas empresas e seus idealizadores não detém todo o investimento necessário para escalar o negócio e até mesmo colocá-lo em fase operacional. É exatamente nesse ponto que os investidores entram em cena para dar toda a sustentação e realizar investimentos necessários para que a empresa possa começar a operar ao ponto de seguir com as “próprias pernas”.

Os investimentos em startups são realizados em etapas, ou seja, a cada estágio que o projeto avança uma nova “rodada” de investimentos é dada, variando de acordo com os resultados apresentados e os níveis de investimento realizados. As etapas podem ser divididas em:

1° ETAPA – PRÉ SEED: Essa etapa é o primeiro passo para a injeção de recursos na empresa. Esse investimento inicial é fundamental para que os projetos possam dar o primeiro passo no desenvolvimento do plano de negócio de forma estruturada e estratégica. O range      do investimento nessa fase gira em torno dos 100 a 500 mil reais. Nessa etapa basicamente só os sócios constituem a força de trabalho da empresa, não existe faturamento nesse primeiro momento e o principal risco é a validação da ideia no mercado. Essa etapa de investimento tem como capital originário os familiares, incubadoras e até mesmo financiamento coletivo.

2° ETAPA – SEED: Esse é o próximo passo de um startup rumo ao seu crescimento e desenvolvimento. Após validar a ideia e construir as bases estruturais do negócio a empresa agora tem que validar o produto/ serviço oferecido. Para isso o projeto demandará um investimento maior. Os investimentos na etapa seed é de até 3 milhões de reais, onde a empresa já apresenta um quadro de colaboradores mínimos e testa a aplicabilidade e o sentido do produto / serviço. Nessa fase a empresa ainda não fatura, considerando que ainda é uma fase de teste de aplicabilidade.

3° ETAPA – SÉRIE A: Nesse estágio de investimento estão as empresas mais promissoras e escalonáveis, onde é feito um dos maiores aportes no decorrer do percurso de uma startup. Nessa fase as empresas já faturam acima dos 10 milhões ao ano e já estão se fixando no mercado através da provação do modelo de negócio. Esse tipo de investimento fica a cargo das VENTURE CAPITAL e PRIVETY EQUITY, onde os investidores injetam uma quantidade considerada de recursos. Esse tipo de aplicação é conhecido como smart-money, onde os detentores do capital colocam seus recursos de forma estratégica, compartilhando inclusive know-how de mercado como forma de minimizar os riscos e aumentar os possíveis retornos.

4° ETAPA – SÉRIE B ou GROWTH: É basicamente a última etapa de uma startup. Os investimentos nessa etapa ultrapassam as centenas de milhões, podendo alcançar a marca dos bilhões (como aconteceu com a  99). Essa última etapa a empresa prova sua capacidade de ser escalável como modelo de negócio rentável e saudável no decorrer do tempo.

Além das etapas de investimentos existem instituições estratégicas no investimento e no desenvolvimento do modelo de negócio apresentado por cada uma dessas empresas e é nesse contexto que as incubadoras, aceleradoras e investidores anjo surgem.

As incubadoras são aquelas organizações que detém toda a estrutura necessária para o desenvolvimento das startups, ou seja, possui a base gerencial, estruturas físicas e infraestrutura       tecnológica para fornecer as bases para a constituição embrionária da empresa a fim de agilizar e promover os resultados do modelo de negócio.

Já as aceleradoras compartilham as mesmas características apresentadas das incubadoras porém com uma metodologia estruturada e complexa baseadas em algumas etapas principais: Conhecimento do modelo de negócio, desenvolvimento do produto ou serviço que será ofertado, apresentação para futuros investidores e aplicabilidade do modelo de negócio.

O que difere as incubadoras das aceleradoras é a alta competitividade apresentado nesta última, a participação acionaria em startups em estágio de aceleração e tempo de relação empresa x instituição, sendo que na aceleradora ocorre o processo de forma muito mais dinâmica e rápida.

Um dos principais objetivos das startups recorrerem a esses tipos de instituição é otimizar a estrutura existente, contar com mentorias e com o network com investidores anjos.

A  inovação é o principal combustível dos avanços da humanidade, nunca avançamos tão rápido em termos de novas tecnologia, criação de valor e soluções econômicas, ambientais e sociais na história. Isto posto é cada vez mais necessário que o ecossistema da inovação se dissipe por todo nosso território, uma vez que uma ideia genial pode estar esperando uma oportunidade para ser desenvolvida e aplicada que trará consigo uma solução dentre os diversos entraves que encontramos na forma organizacional, comercial e social que vivenciamos em nosso dia a dia.

Matheus Spina

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